Flamengo de Guerrero e Berrío podia golear; Vanderlei impediu

A torcida saiu do estádio comemorando. O time ganhou e jogou mais futebol que o Santos.

O resultado foi magro para o número de oportunidades criadas pelo clube da Gávea. Vanderlei, melhor atleta santista nessa temporada e na anterior, manteve o padrão.

É possível afirmar que a atuação do goleiro impediu Diego o e cia saírem do gramado com absoluta certeza da classificação à semifinal do torneio. Conseguiu quatro grandes intervenções. Parou Berrío que, do lado direito, desmontou o sistema de marcação do clube de Vila Belmiro.

O colombiano agregou na criação e recuou para auxiliar o lateral Pará quando o Santos teve a bola no campo de frente.

Guerrero, apesar de zerado na artilharia do jogo, merece aplausos. As assistências para os golaços de Everton e Cuellar foram do peruano. Ambos finalizaram conscientemente no ângulo, onde seria necessária mais que uma difícil intervenção de Vanderlei.

O resultado e mais alguns trunfos

Em quatro semanas os times irão resolver qual continuará no maior torneio de mata-mata no país, O prazo tende a ser favorável ao clube do Rio de Janeiro. Zé Ricardo pode colocar o time alternativo semana que vem e ganhar do Palestino pela Copa Sul-Americana. Levir sequer tem como cogitar o mesmo diante do Atlético PR na Libertadores.

O Rubro-Negro agregará técnica ao elenco. A quantidade permite minimizar desgaste físico. O Santos, se mantiver s principais atletas no fechamento da janela de transferências, avaliará que conseguiu algo positivo.

Na parte tática, o Flamengo tem horizonte mais nítido.

Zé Ricardo iniciou a construção coletiva na temporada anterior.

Apesar da melhora lenta, de haver oscilações e o grupo de atletas render menos que o possível, o encaixe pode acontecer, pois alguns renomados que têm de estrear sabem jogar com a atual proposta coletiva.

No Alvinegro, Levir abriu mão dos acertos de Dorival, como o sistema de marcação adiantado e a insistência em ditar o ritmo, e sequer encontrou o rumo para minimizar dificuldades e potencializar as virtudes do elenco.

O técnico tinha que manter ou agregar pequenas alterações à dinâmica coletiva implementada pelo antecessor. Como hoje o assunto é a disputa das agremiações, se for necessário escrever sobre isso mais para frente.

Por Birner | UOL